Ideias

Esta página apresenta os principais eixos conceituais que orientam minha investigação atual.

Não se trata de um método fechado nem de uma teoria definitiva, mas de um campo de reflexão em construção, situado na interseção entre neurociência, emoções, consciência e filosofia.

Os eixos aqui descritos funcionam como mapas de investigação: alguns já deram origem a artigos técnicos mais estruturados; outros permanecem em estágio exploratório, servindo como base para conjecturas, ensaios conceituais e notas analíticas. Todos, porém, partem de uma mesma questão central: como a experiência subjetiva se organiza no presente e quais são suas implicações para a identidade e a agência humana?

Arquitetura Neural do Presente (ANP)

A Arquitetura Neural do Presente é uma proposta conceitual que busca descrever como o cérebro sustenta a experiência do “agora” por meio da integração entre memória, previsão, emoção e percepção.

Em vez de tratar o presente como um instante pontual ou a consciência como um estado global, a ANP enfatiza o presente como uma construção ativa, dinâmica e funcional — um campo no qual passado e futuro são continuamente modulados para orientar a ação.

O modelo dialoga com achados contemporâneos da neurociência cognitiva e é apresentado como um arcabouço investigativo aberto, voltado à reflexão, análise conceitual e futuras validações.

Notas e Ensaios Conceituais

Este espaço reúne textos conceituais, ensaios técnicos breves e notas analíticas que exploram aspectos específicos dessas ideias ou desenvolvem hipóteses ainda em estágio inicial.

Os textos não possuem, necessariamente, a estrutura ou o compromisso formal de um artigo científico. Funcionam como desdobramentos reflexivos, tentativas de organização conceitual e exercícios de articulação teórica, servindo tanto como base para trabalhos futuros quanto como registros do processo investigativo em curso.

Quando um desses textos evolui para uma formulação mais estruturada, ele pode dar origem a um artigo técnico, passando então a integrar a página Artigos.

  • Emoções como organizadoras da identidade

    Uma leitura funcional da construção do eu ao longo do tempo. Eixo relacionado: Emoções, identidade e organização do eu.

    As emoções não operam apenas como respostas afetivas a estímulos externos. Elas participam ativamente da organização da identidade, influenciando a forma como o indivíduo percebe a si mesmo, interpreta o mundo e constrói continuidade narrativa ao longo do tempo.

    Neste eixo, investigo as emoções como mecanismos estruturantes do eu, atuando como camadas regulatórias que modulam comportamento, memória, percepção de ameaça, pertencimento e valor pessoal.

  • Agência como experiência situada

    Limites e possibilidades da escolha no presente Eixo relacionado: Agência, escolha e livre-arbítrio.

    A noção de livre-arbítrio ocupa um ponto de tensão entre neurociência, filosofia e senso comum. Evidências empíricas questionam a autonomia plena da escolha consciente, enquanto abordagens filosóficas alertam para os riscos de interpretações excessivamente deterministas.

    Neste eixo, investigo a agência humana como um fenômeno emergente, situado no presente da experiência e influenciado por estados emocionais, modelos internos e restrições neurobiológicas.

    O objetivo não é afirmar ou negar o livre-arbítrio de forma dogmática, mas explorar as condições em que a experiência de escolha se torna funcional, significativa e eticamente relevante.

Esses textos não devem ser lidos como compartimentos isolados. Eles se inter-relacionam e se informam mutuamente, compondo um campo de investigação contínuo sobre a experiência humana no presente. À medida que novos textos, artigos e ensaios forem produzidos, esta página será atualizada para refletir a evolução dessas ideias.

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